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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

«Mr. November»



I wish that you believed in fate
I wish you didn't sleep so late

...You're Mr. November

...I know you'd fuck us over... you're Mr. November,
you would fuck us over...


(adaptado de lyrics The National, Mr. November)

sábado, 26 de dezembro de 2009

objectivos por alcançar

(fotografia tirada no museu de arte contemporânea em São Paulo)

Com o passar dos anos, ele aprendeu que a felicidade é apenas uma miragem; que depois de chegar até ali, depois de atingir aquele ponto acolá mais adiante, depois de contornar a duna, depois de percorrer mais algumas centenas de metros, evitando ser picado por escorpiões - não lhe será ainda concedido beber a felicidade. Esta vai estar sempre um pouco mais além, um pouco mais para a direita ou para a esquerda, ou talvez em um ponto distante atrás das costas, mas nunca aqui, no lugar que ocupa. Com o passar dos anos, ele aprendeu que a tristeza não tem cura porque não é uma doença, é um modo de ser. Com o passar dos anos, ele aprendeu ainda que podia muito bem ser outra coisa qualquer, ter uma escada diferente para subir ou um deserto menos árido onde caminhar, que tal não faria qualquer diferença. Por isso, observa atentamente a escada e mede o esforço e o sacrifício necessários para a subir, do mesmo passo que intenta reunir a dose bastante de ilusão para encetar a escalada. O problema dele é conhecer desde já que a seguir a esta escada vai encontrar outra, e depois outra, e depois ainda mais outra - não as vê, mas adivinha que estão lá. Claro que ele sabe também que é imperioso subir esta escada, que ficar na base é igual a demitir-se da vida e, pelo menos para já, não é isso que deseja...

sábado, 19 de setembro de 2009

fade away




He asked me why had I not answered his last messages back. I was quite disappointed at this question - it meant he didn't know me as well as I had imagined - but still I replied. I said: "either I kill or I die, but I refuse to fade away".

(that was the last time ever we speak to each other again)

terça-feira, 21 de abril de 2009

narcisismo


«My» red notebook

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

"Don´t call me baby"


Ele perguntou-me: "Vemo-nos amanhã, bébé?". Eu engoli em seco: "bébé, tu chamaste-me bébé"? E ele, sem compreender o choque, a julgar-se engraçado: "preferes que te chame amore (sim, com e no fim) ou 'mor (sim, sem a no início)?" Eu tentei não soar demasiado agressiva, no que raramente sou bem sucedida: "prefiro que me trates pelo meu nome. porque é meu. é pequeno, logo fácil de utilizar. e assenta-me melhor do que uma luva".


Não sei se há mulheres que apreciem estas coisas. Eu não. Lamento, mas diminutivos carinhosos, feitos com base no meu nome, soam-me sempre mais apropriados para cachorros tamanho miniatura. E utilizar expressões como "nanar" ou "papar" é adequado... para menores de sete.