terça-feira, 20 de outubro de 2009

«Fugit Amor»

(escultura de Rodin, museu Rodin, Paris)

Algumas vezes, era eu quem tentava agarrá-lo. Sentia-o próximo, ao alcance de duas mãos que precisava apenas de estender para fazê-lo meu. Mas quando finalmente o tocava, o Amor contorcia-se e eu ficava a vê-lo escorregar-me por entre os dedos.
Outras vezes, era o Amor quem estava lá, à minha espera, e era eu quem, num volteio, escapava apressada para outro lugar.

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