- Disseram-me para ter cuidado contigo. Porquê? És frágil?
A pergunta, feita assim, era demasiado direta e, por isso, perigosa. Ela respondeu devagar, com uma voz que tentou manter suave, mas firme:
- Creio que, nesse aspeto, sou igual a todas as mulheres: ao mesmo tempo
vulnerável e desafiante. Talvez tenha uma ânsia especial por conhecimento e por beleza - a ansiedade faz-nos frágeis - quanto ao resto, não saberia dizer o que sou, e também não sei se estar aqui é uma força ou uma fraqueza... exaltemos a fraqueza e vejamos aonde nos leva...
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