sexta-feira, 5 de junho de 2009

"The limits of control"


Não tens esta sensação de uma pedra pendurada ao pescoço que te vai puxando lentamente para o fundo?... Não me apetece mesmo nada trabalhar, mas tudo o que não for feito hoje fica lá, ameaçador, à espera para o dia seguinte…O sol escaldava de modo completamente inusual e não permitia que um qualquer quarto escuro da memória ficasse desprovido de luz e de calor, nem deixava espaço para sombras a pairar sobre o presente. Sabia-me bem partilhar os degraus inusitados de um prédio no caminho e um café gelado. Murmurei qualquer coisa sem interesse, como, neste momento não, não sinto isso, este sol queima toda a espécie de preocupações e pensei numa infinidade de coisas que podíamos fazer juntos durante a tarde. No entanto, passados uns minutos, levantei-me e disse: vamos embora, tens de ir trabalhar.

A vida é feita de realidade e de ilusão. Muitas vezes, a ilusão é mais real do que a própria realidade.

3 comentários:

  1. Será então a "pedra" a nossa realidade e só a "ilusão" nos tira do afundamento?

    Ou será a "ilusão" perdida que nos leva ao fundo e a realidade nos trás á tona?

    Gostei muito!!
    Bjinhos

    ResponderEliminar
  2. Eu acho que às vezes devíamos deixar a ilusão permanecer mais um pouco! Quem sabe ela não passaria de ilusão a realidade??!
    Quando a dispensamos, corremos o risco de ela ir... e não voltar!

    ResponderEliminar
  3. Talvez...mas penso que alimentar ilusões é perda de tempo. Invariavelmente, "if you go to sleep with a dream, you wake up lonely"...

    ResponderEliminar