terça-feira, 2 de junho de 2009

"Justify my love"


Enquanto fuma o cigarro, ele pede-lhe, em silêncio:
Escreve-me palavras de ilusionista. Enche-me de esperança, mesmo que falsa.
Atira-me mentiras como a um náufrago uma corda. Escolho boiar à superfície da dúvida. Não quero certezas. Quero motivos para deixar crescer melancolias e desesperos dentro de mim. Deixa o sinal luminoso num intermitente contínuo. Prefiro-me numa encruzilhada do que num caminho para lugar nenhum.

De semblante fechado, ela surpreende-se como pode um homem apaixonado ser tão pouco inteligente a explorar o caminho que guia ao coração de uma mulher. De lábios juntos num amuo aborrecido, cisma ainda: se ao menos me oferecesse um cigarro e se deixasse destes disparates sobre comportamentos inapropriados para uma mulher.

Ele pergunta: Em que pensas tu?
Ela responde: Nada de especial, em como está bonito o dia. E tu?
Ele: Nada de importante, em como me sabe bem este cigarro.

Quando a tarde terminou, despediram-se na bifurcação do caminho solitário que cada um percorreu até sua casa.

1 comentário:

  1. «Dices que vengo que voy
    Que siento que escucho que pertenezco
    Que sirvo para mucho que me estremezco
    Que mi mirada es limpia suave brisa
    Que sientes el deseo de tenerme cerca
    Que te distancias por miedo a perderme
    Que el barrio es mas hermoso desde que apareci
    Que soy la flor que alumbra el jardin
    El viento que se lleva la señora luna
    para que luzca el sol , mi amor
    Hoy solo quiero decir…

    Siento lo mismo por ti
    El mismo sentimiento por ti ...»


    Facto delafe y las Flores Azules
    "mar el poder del mar"

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