
Enquanto fuma o cigarro, ele pede-lhe, em silêncio:
Escreve-me palavras de ilusionista. Enche-me de esperança, mesmo que falsa.
Atira-me mentiras como a um náufrago uma corda. Escolho boiar à superfície da dúvida. Não quero certezas. Quero motivos para deixar crescer melancolias e desesperos dentro de mim. Deixa o sinal luminoso num intermitente contínuo. Prefiro-me numa encruzilhada do que num caminho para lugar nenhum.
De semblante fechado, ela surpreende-se como pode um homem apaixonado ser tão pouco inteligente a explorar o caminho que guia ao coração de uma mulher. De lábios juntos num amuo aborrecido, cisma ainda: se ao menos me oferecesse um cigarro e se deixasse destes disparates sobre comportamentos inapropriados para uma mulher.
Ele pergunta: Em que pensas tu?
Ela responde: Nada de especial, em como está bonito o dia. E tu?
Ele: Nada de importante, em como me sabe bem este cigarro.
Quando a tarde terminou, despediram-se na bifurcação do caminho solitário que cada um percorreu até sua casa.
«Dices que vengo que voy
ResponderEliminarQue siento que escucho que pertenezco
Que sirvo para mucho que me estremezco
Que mi mirada es limpia suave brisa
Que sientes el deseo de tenerme cerca
Que te distancias por miedo a perderme
Que el barrio es mas hermoso desde que apareci
Que soy la flor que alumbra el jardin
El viento que se lleva la señora luna
para que luzca el sol , mi amor
Hoy solo quiero decir…
Siento lo mismo por ti
El mismo sentimiento por ti ...»
Facto delafe y las Flores Azules
"mar el poder del mar"