(detalhe de pintura em exposição na kunsthalle, Hamburgo, 2009)- Emprestem-me um sorriso - pedi-lhes eu.
- Aqui não se dão, nem se emprestam sorrisos - responderam-me peremptórios.
- Tão pouco se vendem. Queres um sorriso? Desenha-o tu!
Assim fiz. Afastei-me alguns metros, até encontrar um lugar despido de gente e de sorrisos, sentei-me num banco pequeno e em frente a um espelho grande. Cerrei os olhos por alguns momentos, recolhi as memórias felizes e agarrei com força a esperança nas coisas futuras. Depois, abri os olhos e, com traço firme, desenhei um sorriso largo, de palhaço, que me escondia metade do rosto. Foi então que o palhaço se abeirou de mim, em silêncio, deteve-se um pouco a observar o meu reflexo no espelho e perguntou-me:
- How long can you keep that fake smile on your face?
- Not long enough... - respondi eu.
But you can try!
ResponderEliminarQuem leva a vida com um sorriso vive-a mais feliz
Quem leva a vida com um sorriso não a vive necessariamente mais feliz. Vive-a apenas com um sorriso (de palhaço por vezes). Algo substancialmente diferente. [d.]
ResponderEliminarUm conhecido meu costuma dizer: "se eu me rir para a vida, ela também se ri para mim". Não sei se funciona, sei que às vezes precisamos mesmo que sejam os outros a emprestar-nos alegria, nem que seja para a devolvermos depois...
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