
Ele tinha o sabor do Verão, da facilidade feita dos dias cheios de sol e das noites longas, tinha o gosto das coisas leves e fugazes, que a memória nos faz recordar como felizes.
Ela tinha a textura agreste do vento frio do Inverno e sabia ao desconforto dos pés molhados depois de uma gincana mal-sucedida de poças de água (embora também à ternura quente das mãos estendidas sobre a lareira), de que um dia temos saudades e onde queremos regressar sem saber porquê.
Curioso, este texto faz-me lembrar duas coisas; o macho sempre vaidoso, lutador e a cortejar a fêmea para garantir o futuro da sua raça... e por outro lado a fêmea, sempre preocupada e proteger a prole, a garantir o sustento dia a dia numa lufa-lufa constante.
ResponderEliminarA mãe de dois filhos...
Tens razão, é muito isso que aí está. Ele (pode ser um qualquer) fácil e leve (como diz a canção brasileira, "ele é quem quer, ele é o homem, eu sou apenas uma mulher") e ela sempre a chata, a aborrecida, mas que está sempre atenta a tudo e cuida de tudo, é o conforto, é o calor das mãos sobre a lareira.
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