Esta é a vista da minha janela pelos próximos 120 dias. Em vez do mar, prédios, em vez da luz do sol a insinuar-se segura de si desde as primeiras horas da manhã, árvores despidas. Mas, não sei bem porquê, desde que os meus pés cumprimentaram o chão de um espaço que só com muito boa vontade pode ser qualificado como confortável e o meu nariz sentiu um cheiro longe de fresco ou agradável, eu percebi que me ia sentir bem aqui.No segundo dia, dois pássaros felizes vieram cumprimentar-me e no quarto um esquilo muito ruivo veio dar-me os bons dias.
E a Primavera concedeu-me o privilégio de chegar à cidade antes de mim e de já cá estar para me receber.
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