
Nós não fazemos revoluções. Desmanchamos a cama que calha. Dormimos pouco. Acordamos tarde. Sofremos sem motivo. Partimos sem dizer adeus. E depois queremos voltar. Não estamos no presente. E não acreditamos no futuro. Pedimos explicações, mas não aguardamos a resposta. Ignoramos o passado. Queremos que tudo mude, desde que não dê muito trabalho. Não sabemos mentir e não queremos que nos contem a verdade. Falamos de felicidade como de uma coisa que dependesse de encontrar a estratégia certa. Queremos surpresas, mas aborrecemo-nos com tudo. Reflectimos, comparamos, analisamos... e depois adiamos. Ficamos do lado de fora. E insistimos que alguém fechou a porta. Não queremos perder nada. E o que ganhamos com isso?
Ganhamos a nossa verdade ...
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