
O que ela pensou depois do fim: um mês é o período de tempo perfeito para este tipo de estórias, suficientemente longo para ter significado e suficientemente curto para evitar problemas.
O que ela ainda pensou depois disso:
"Encontrar uma coisa é sempre agradável; um momento antes e ela ainda não estava lá. Perder uma coisa é muito triste [...] Encontrar. Perder. [...] o que é a perda? Não é apenas a negação desse generoso instante que vem preencher uma espera [...]. Porque entre esse instante e a perda há sempre aquilo que se chama - muito desajeitadamente, concordo - a posse.
Ora, a perda por mais cruel que seja não pode nada contra a posse, completa-a se assim quiserem; afirma-a; no fundo, é apenas uma segunda aquisição, completamente interior desta vez e muito mais intensa."
(Rainer Maria Rilke, Mitsou)
(Rainer Maria Rilke, Mitsou)
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